Como o setor da construção civil reagirá a pandemia do Coronavírus?

Como o setor da construção civil reagirá a pandemia do Coronavírus?

Dentre os segmentos da economia afetados pelo coronavírus, o de construção tornou-se um invariável personagem. No final do ano passado, diversos segmentos da Indústria da Construção apontavam para um cenário animador para o próximo ano. O segmento era uma das esperanças de retomada em 2020 após cinco anos difíceis entre 2013 e 2018. O que temos visto nas últimas semanas são ações dos diversos setores da economia, reorganizando suas diretrizes a fim de encarar os novos desafios que surgirão. O momento é de cautela. De uma série de lançamentos previstos para este ano, a maioria foi adiada. Adiar lançamentos é um custo não desprezível para as empresas. Apesar de a obra não ter sido realizada, houve investimento em terreno e na aprovação do projeto. É um custo que ficará paralisado. O impacto será naturalmente menor para as construtoras mais capitalizadas e com menor pipeline de lançamentos. Empresas que atuam em segmentos de menor renda, devem ser menos atingidas. Até o momento o setor de construção não recebeu ordem dos governos para paralisar por completos as obras. A Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC) apenas divulgou uma cartilha com recomendações de higiene e segurança, e o atendimento presencial nos estandes foi paralisado.   Adaptação Outro fator que devemos observar é que muitas empresas passam por adaptações durante a pandemia do coronavírus. Medidas de prevenção contra a Covid-19 também estão sendo tomadas nas obras. Como as atividades não pararam durante o período de quarentena, a saúde dos trabalhadores é essencial, assim como os equipamentos de segurança. Problemas na entrega de materiais podem atrasar o prazo de entrega dos imóveis, mas segundo os profissionais que atuam no setor, por enquanto não é possível fazer um cálculo para identificar em quanto a construção civil pode ser prejudicada durante a pandemia da Covid-19. Para as empresas onde a operação está ligada ao varejo e obras corporativas, a curva de recuperação pós-COVID pode ser mais longa, uma vez que as alterações no mercado consumidor e operações das empresas podem afetar as locações, diminuindo a demanda por novos espaços.   No atual cenário brasileiro, as ações emergenciais devem assegurar a saúde financeira de curto prazo – cerca de 90 dias, que deve ser o período mais crítico da crise pós-COVID, e embasar ações que garantirão tranquilidade nas operações de médio prazo. Ainda é cedo para mensurar os impactos da pandemia na economia brasileira, muito embora saibamos que dificilmente as previsões de crescimento apontadas entre Janeiro e Fevereiro se concretizem. Vale cautela e calma para decidir a melhor estratégia e, principalmente, o trabalho em parceria com fornecedores e colaboradores. Lembre-se que todos estão no mesmo barco, e que a franqueza nas negociações é sempre a melhor saída. Neste momento, também é importante valorizar e incentivar a produção nacional em geral, desde que seja feita de forma cautelosa e seguindo todas as orientações do Ministério da Saúde, visando antes de mais nada a segurança de todos e também a geração de novos empregos.

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