Os transgênicos são alimentos modificados geneticamente com a alteração do código genético. Ou seja, quando são inseridos nos organismos genes provenientes de outro. Esses alimentos são produzidos em laboratório por meio de técnicas artificiais de engenharia genética. Assim, os embriões são alterados na medida em que recebem um gene de outra espécie.

Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes (inserção de um gene de um vírus em uma planta, por exemplo) e realizado com plantas, animais e micro-organismos. O primeiro alimento geneticamente modificado – o tomate Flavr Savr, que foi criado em 1994 na Califórnia (EUA) e apresentava maior durabilidade – chegou aos consumidores norte-americanos. Um ano depois, a primeira soja geneticamente modificada foi lançada no mercado.

Os países que lideram a produção de alimentos transgênicos são os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá, a China, além do Brasil. No mundo, os alimentos produzidos em maior quantidade são o milho, a soja, o algodão e a canola. O cultivo mais predominante no planeta é o da soja resistente à herbicidas.

No Brasil, em 2017, foram ocupados 50,2 milhões de hectares (ha) com culturas transgênicas, a maior parte de soja. Com isso, o país tornou-se o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

O Brasil destaca-se por ter lançado comercialmente, em 2015, o primeiro organismo geneticamente modificado totalmente desenvolvido no país: uma soja tolerante à herbicida, fruto de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a empresa alemã Basf.

Vantagens dos alimentos transgênicos

- Maior produtividade; – Redução de custos;

- Aumento do potencial nutricional do alimento;

- Plantas mais resistentes às pragas (insetos, fungos, vírus, bactérias) e aos agrotóxicos, inseticidas e herbicidas;

- Aumento da tolerância das plantas as condições adversas de solo e clima;

- Redução do uso de agrotóxicos.

Desvantagens dos alimentos transgênicos

- Desenvolvimento de doenças (reações alérgicas, câncer, etc.);

- Desequilíbrio ambiental (poluição do solo, da água e do ar, desaparecimento de espécies, perda da biodiversidade, contaminação de sementes, etc).