Muito valorizada nos anos 80, as ombreiras voltam a ganhar destaque no cenário atual.

Mais do que uma modinha, as ombreiras, que na verdade nasceram nos anos 30 com a estilista surrealista Elsa Schiaparelli, vêm para marcar época novamente.

A roupa que a gente usa e que a gente quer usar têm muito a ver com a fase que estamos passando. As tendências nada mais são do que essas vontades coletivas de representar, através de imagens, uma ideia, um sentimento, um conceito ou necessidade individual ou de um grupo

As ombreiras voltam a ganhar destaque não porque “os anos 80 estão voltando”, mas porque as mulheres que as usavam na última vez que os ombros marcados foram sucesso, eram as mulheres quebradeiras de padrão. Foi um momento em que mulheres começaram a assumir cargos executivos e posições importantes dentro de escritórios, principalmente na liderança. As ombreiras são extremamente necessárias para paletó masculino também, pois elas estruturam o layout da peça e dão caimento ideal em paletós, sobretudos e blazers.

Na época, houve a necessidade de masculinizar o guarda-roupa e a silhueta feminina para que as mulheres pudessem se afastar da ideia de objetos decorativos no ambiente de trabalho.

As que alcançaram cargos de liderança em ambientes dominados por homens ou que, como Lady Di, ousaram viver a vida da forma que queriam, usaram os ombros marcados quase como uma armadura que lhes garantia autoridade.

As ombreiras foram uma das marcas mais presentes da emancipação moderna. Agora, em um momento de discussão sobre o gênero da moda, a nova silhueta de poder volta a ser desejada. Agora, na terceira onda feminista, as ombreiras voltam a fazer sentido.

Fonte: www.modices.com.br